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Hereafter (Além da Vida). Novo filme de Clint Eastwood.

13/01/2011

Estava lendo a Veja da semana passada e me deparei com a crítica deste filme. A pessoa que o avaliou o fez muito bem e despertou em mim imediatamente a vontade de assistir. Caracterizou o filme como “sublime”.  Mostrei o trailer para a namorada e ambos fomos empolgados para o cinema. Ela já prevendo que iria chorar durante a projeção.

O roteiro conta a história de três pessoas desconhecidas, que vivem em lugares diferentes e que lidam com situações que envolvem a morte e o que possivelmente há após ela, cada uma à sua maneira:

A reporter francesa Marie LeLay (Cécile De France) sobrevive milagrosamente à grande Tsunami que acabou com vários países da Ásia e matou mais de 200.000 pessoas. As cenas desse desastre natural são incríveis ! Dignas do melhor do cimema catástrofe (eu disse do melhor, não de aberrações como 2012). Durante o tempo em que fica desacordada, tem uma experiência  pós-morte.  George Lonegan (Matt Damon) é um médium poderoso de São Francisco que, após uma história de sucesso na mídia, retoma uma vida de abnegação, tentando deixar para trás seu recente passado, quando vivia às custas da morte. Mas seu talento (ou maldição, como o mesmo descreve sua mediunidade) não permite que tenha uma vida normal. E Marcus (Frankie McLaren), um menino inglês que, ao perder o irmão gêmeo de forma trágica, passa a viver de forma melancólica, buscando uma forma de comunicar-se com ele. Não preciso dizer que em algum momento do filme suas histórias se cruzam.

Após a projeção, verifiquei que minha namorada não chorou, isto quer dizer que o filme não passou no Benchmark. É uma obra com longa duração, você assiste e não sente o tempo passar, fica sempre ligado no que está acontecendo, mas nada o torna um filme memorável ou “sublime”. HereAfter (Além da Vida) é um bom filme, com uma espantosa sequência inicial, mas que definitvamente não vale os 17 reais de um cinema no fim-de-semana, principalmente quando nos deparamos com a falta de cuidados de manutenção das salas com projeção não 3D no país (aqui no caso, do Unibanco Artplex de Porto Alegre): tela suja, emendas no filme saltando na tela, imagem borrada com baixa definição, sem contar que parece que nunca vão resolver o problema das legendas brancas sem sombras, o que as deixam invisíveis em frente a cenários claros. Depois a indústria vem reclamar dos downloads ilegais.

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